Primeiro profissional remunerado da história do clube fala sobre os desafios no seu novo trabalho
Bruno Camarão
Na temporada em que comemora o 90° aniversário de sua fundação, a Associação Portuguesa de Desportos mira um momento especial de quase décadas atrás para alcançar seu principal objetivo atual: regressar à elite do futebol nacional. Se em 1996, na campanha do Brasileiro em que faturou o vice-campeonato, contava no meio-campo com a qualidade e a visão de jogo do meia Caio, agora o clube paulistano pretende agregar ao seu departamento de futebol as mesmas valências daquele mesmo atleta.
Na iminência de encerrar a carreira, ainda defendendo o Esportivo de Bento Gonçalves, do Rio Grande do Sul, Caio recebeu o convite dos dirigentes locais para atuar como gerente de futebol. Mesmo sem muito tempo para planejar a transição, e sem a devida formação acadêmica, ele apostou em sua vivência no ambiente esportivo e aceitou o desafio. Pouco tempo depois, a Lusa ressurgiu em seu caminho.
Em momento atribulado na Série B do Nacional, a equipe comandada por Oswaldo Alvarez, o Vadão, busca se reaproximar da zona de acesso. Caio desembarca no Canindé com a missão de acompanhar a comissão técnica no dia-a-dia, realizar reuniões com o departamento e montar a logística para viagens e jogos. Mais do isso, tentar inspirar o grupo a alcançar os primeiros colocados e – quem sabe – continuar a história que não se consolidou diante do Grêmio, há 14 anos.
“Quando cheguei na Lusa, ao ser questionado sobre o grupo, dei minha opinião. Disse que, à distância, era excelente, mas não tinha o ‘espírito de Série B’. Apesar de estar a apenas dez dias aqui, confirmei a tese”, comentou Caio, nesta entrevista concedida à Universidade do Futebol.
Na avaliação dele, falta algo mais para que a equipe volte à alta performance das primeiras rodadas e resgate o jogo mais firme, pegado, comum à competição e ao Estado do Rio Grande do Sul, onde Caio nasceu e se formou como atleta. Talvez não seja mera coincidência.
Primeiro profissional remunerado a ser contratado para esse cargo na Portuguesa, Caio quer usar o know-how rubro-verde e o valor empírico para vingar. A partir da próxima temporada, com os objetivos coletivos alcançados, especializar-se na gestão da modalidade.
“Estou muito contente pela forma como fui recebido, já que tive o aval antes de ser contratado. A Portuguesa é uma das minhas casas, estou me sentindo confiante e à vontade para trabalhar, sem medo, e em busca dos objetivos”, revelou o ex-jogador, que falou mais sobre sua relação com a comissão técnica e a diretoria e as carências estruturais da instituição.
Fonte: http://www.universidadedofutebol.com.br/2010/09/4,10748,CAIO++GERENTE+DE+FUTEBOL+DA+PORTUGUESA.aspx

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